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Texto encaminhado ao MEC, pelas entidades do FENPB, na consulta pública da Base Nacional Comum Curricular, elaborado pelo GT de licenciatura do FENPB.

A Associação Brasileira de ensino de Psicologia considera que a proposta de reforma do Ensino Médio através da Base Nacional Comum Curricular deve incluir na grade o ensino de Psicologia, ofertando-se efetivamente o acesso a uma das principais e mais consolidadas ciências humanas. O ensino de Psicologia está presente na educação secundária brasileira desde meados do século XIX, como um dos conteúdos ensinados no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro. Ainda no final do século XIX começa a fazer parte dos cursos de formação de professores, nas escolas normais. Atravessou todo o século XX presente na educação secundária, ora como disciplina obrigatória, ora como disciplina eletiva, nos cursos secundários, além de ter sido incluída em cursos técnicos. Em 1917, é um dos exames exigidos nos vestibulares para Medicina e Direito. A Reforma Francisco Campos, em 1932, a Reforma Capanema, em 1942, a LDBEN 4024/61 incluíram o ensino de Psicologia tanto na formação propedêutica, como em cursos técnicos. A LDBEN 5692/71 manteve a Psicologia como uma das disciplinas escolares, em alguns cursos profissionalizantes. A LDBEN 9394/96 incluiu o ensino de Psicologia como uma das disciplinas da área de Ciências Humanas e Sociais a serem ofertadas no Ensino Médio, conforme os PCNs para o Ensino Médio, de 1999. Hoje presente em muitos cursos técnicos, como Técnico de Enfermagem, Supervisor de Segurança do Trabalho, Técnico em Turismo, entre outros. Entretanto, entendemos que deve voltar a ser oferecida a todos os jovens, no ensino médio regular. É uma oportunidade importante para que estes e estas jovens tenham contato com uma ciência humana, no cotidiano escolar. A Psicologia é um dos saberes que avançou profundamente ao longo do século XX, com pesquisas no campo do desenvolvimento humano, da aprendizagem humana, sobre variáveis como a inteligência, a personalidade, a atenção, a percepção, a memória; entre outras; nos estudos sobre a produção dos laços sociais; sobre dispositivos de segregação e produção de sofrimento psíquico; sobre a produção da subjetividade., entre muitos outros temas que procuram qualificar o conhecimento sobre o complexo sistema que é o ser humano. A vida em sociedade, o desenvolvimento dos afetos, os interesses, as habilidades, os conflitos, as contradições, a aquisição de valores são temas da Psicologia e estes atravessam a vida dos jovens, tencionando-o. Aprender alguns dos construtos que falam sobre o ser humano e a complexidade de sua vida psíquica é de interesse dos jovens, e pode contribuir para que o processo educacional alcance seus objetivos de desenvolver valores como a solidariedade, a responsabilidade frente ao seu entorno e o comprometimento com o bem comum. O conhecimento é uma poderoso recurso contra os preconceitos, contra crenças pautadas no senso comum e em tradições que são produtoras de sofrimento.. O ensino de Psicologia na educação básica poderá apoiar o desenvolvimento de mentalidades, social e humanitariamente comprometidas com a vida com dignidade para todos. Pode ainda apoiar o desenvolvimento de laços sociais pautados pela ética e pelo compromisso social com a busca e afirmação justiça e bem estar para todos. A ABEP postula, desta forma, que a Psicologia seja incluída no currículo proposto pela Base Nacional Comum Curricular para o ensino médio. Colabora nesta direção o fato de que a Resolução No. 5 de 15 de março de 2011, que estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Psicologia, incluiu a oferta de licenciatura nos cursos de formação em Psicologia, criando condições para a formação de professores de Psicologia para a educação básica, além do fato de que o país conta com mais de 600 cursos de graduação, distribuídos em todo território nacional.

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